PM prende no DF suposto chefe de grupo que explodiu carro-forte em GO

Policiais militares do Distrito Federal e de Goiás prenderam três pessoas suspeitas de envolvimento na explosão de um carro-forte na região norte de Goiás, na última quinta (10). Segundo a PM do DF, o grupo detido inclui o suposto chefe da quadrilha e a mulher de um dos suspeitos. A prisão ocorreu nesta segunda (14), mas só foi divulgada na tarde desta terça (15).

Até as 17h, a identidade dos suspeitos e a ficha criminal ainda não tinham sido divulgadas pela corporação. De acordo com o capitão do Batalhão de Choque da PM José César, o esconderijo na QR 414 de Samambaia foi descoberto por equipes da inteligência, que passaram a monitorar a região.

Segundo a PM, mais de R$ 100 mil em espécie foram encontrados na casa, além de armas e munição. Os suspeitos foram encaminhados a Goiás, onde o crime é investigado.

“Quando a gente chegou ao local, eles começaram a pular os muros da residência, a tentar fugir pelo telhado. Fizemos um cerco e conseguimos capturar os três”, diz César. Segundo ele, não houve registro de troca de tiros no local. Em redes sociais, moradores da região relataram “intenso tiroteio” entre policiais e suspeitos.

Criminosos explodem carro-forte na GO-241, em Campinaçu, em Goiás (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
Criminosos explodem carro-forte na GO-241, em Campinaçu, em Goiás (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
 

Explosão
O cerco ao carro-forte ocorreu no último dia 10 na GO-241, próximo a Campinaçu, no norte de Goiás. Com a explosão, o veículo ficou completamente destruído e as cédulas se espalharam pela estrada. O motorista e os seguranças que ocupavam o carro não se feriram.

Um homem de 26 anos que passava pela estrada no momento do crime foi feito refém e obrigado pelo grupo a recolher o dinheiro que ficou espalhado pela estrada. “O dinheiro ficou espalhado como se fosse santinho em dia de eleição, sujas de óleo”, disse o jovem, que não quis ter a identidade divulgada.

A vítima contou ao G1 que foi rendida por um criminoso armado. “Não tinha nem como dar meia volta. Me mandou deitar atrás do carro, mas mudou de ideia e falou para eu ajudar a catar o dinheiro que estava espalhado. Eram três criminosos armados e os três seguranças que estavam no carro forte”, contou.

“Eu fiquei catando o dinheiro uns cinco, oito minutos. Depois disso, eles fugiram dando tiro para cima. Eu perguntei para os seguranças se tinha alguém ferido, se precisavam de ajuda, eles falaram que não, então eu fui para a cidade mais perto e avisei a polícia”, disse.

No dia seguinte ao crime, um dos suspeitos foi preso em Minaçu, também no norte de Goiás. Segundo a PM do estado, duas armas, um fuzil e uma carabina, além de centenas de munições de vários calibres de uso restrito e material explosivo foram apreendidos no local.

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