Mãe diz que menina agredida está ‘traumatizada’; madrasta é suspeita

A mãe de uma menina de 2 anos que teria sido agredida pela madrasta enquanto dormia relata que a filha mudou o comportamento desde então. Segundo ela, a menina se tornou mais arisca desde o ocorrido, na casa de uma tia paterna da garota. A Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) começou a investigar a agressão nesta segunda-feira (26), em Goiânia.

Segundo a mãe, a menina já vinha mudando o comportamento desde que a guarda foi compartilhada com o pai. No entanto, desde a agressão, sofrida no sábado (24), ela mudou ainda mais.

“Ela está traumatizada, arisca, arredia e bastante agressiva, não era assim antes. Quando compartilhamos a guarda dela, há uns 8, 9 meses, ela começou com essa agressividade e eu não entendia. Nesse fim de semana que ela foi agredia o comportamento dela piorou muito. Ela fica acuada, ou acha que a gente vai bater, ela nem aceita mais carinho”, lamentou em entrevista ao G1.

Preocupada, a mãe revelou que pensa em pedir a guarda da filha só para si.

Ainda conforme a mãe, primos da menina souberam da agressão e levaram a criança até a delegacia, onde registraram o crime.

“Eles me contaram que o pai dela entrou na casa e foi ao banheiro enquanto a madrasta entrou e foi para o quarto onde ela estava dormindo. Pouco depois um priminho da minha filha saiu de dentro da casa dizendo que o casal estava brigando e minha filha estava no chão. Eles pegaram ela e foram registrar a ocorrência. Depois me ligaram de lá para eu buscar ela”, afirmou.

 
Criança de 2 anos ficou com marcas da agressão pelo corpo (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Criança de 2 anos ficou com marcas da agressão pelo corpo (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Investigação

A delegada responsável pelo caso, Tereza Daniela Nunes Ferreira Magri, explicou que vários familiares da vítima foram intimados para depor e serão ouvidos na delegacia a partir desta terça-feira (27). No entanto, não revelou quais parentes foram chamados.

“Ainda não temos detalhes dessa agressão. Como ela foi praticada, qual a motivação, se alguém presenciou a cena. Então vamos ouvir parentes e quem estaria no local no momento para averiguar essas informações”, disse ao G1.

A delegada destacou que a vítima passou por exames no Instituto Médico Legal (IML) que confirmaram as escoriações. No entanto, não ficou claro que objetos foram usados na agressão. “O exame caracteriza as lesões como contundentes, ou seja, foram como pancadas, mas podem ter sido causadas de diversas formas. Também vamos averiguar o que foi usado”, detalhou.

Tereza afirma que a madrasta da criança não se apresentou na delegacia, mas ainda não há mandado de prisão contra ela.

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